Sabe aquele comercial da pipoca feita no vulcão? Pois é, tem um site sobre produção de audiovisual em publicidade chamado Avesso, que mostra making off de comerciais. Clique abaixo e veja como foi feito o comercial “La Fortuna”. Uma excelente produção cinematográfica.
Como fazer pipoca no vulcão
Uma invasão alienígena original
Parece que existe um complô alienígena para que não consiga publicar este post. É a terceira vez que o reescrevo, claro que já não lembro de muita coisa que escrevi no primeiro. Problemas de bug na hora de postar. Vamos ao que interessa: o filme.
Ficção científica sempre me fascinou, com Distrito 9 (uma área residencial na Cidade do Cabo que ficou conhecida por causa dos 60 mil de seus moradores que foram expulsos na década de 1970, durante o regime do Apartheid) não seria diferente. Quando assisti o trailer pela primeira vez e fiquei impressionado com a ideia e realismo das imagens, comecei a ler tudo a respeito da produção e contar as horas e dias para assisti-lo.
Quanto mais eu lia as críticas, em sua maioria favoráveis em relação a originalidade do roteiro, mais crescia a vontade de ver na telona a obra.
Em meio a tantas obras cinematográficas baseadas em quadrinhos e livros, surge como salvador da criatividade um filme que não só faz uma relação direta com o racismo como também com reinventa o próprio filme de ficção.
Vamos ao roteito do filme.
Há 20 anos uma nave alienígena surge no céu de Jonansburgo, na África do Sul (local onde nasceu o diretor e escritor do filme Neill Blomkamp), para surpresa e medo geral. A nave fica estacionada e não faz nenhum contato. Os humanos resolvem entrar na nave para descobrir o que são seus tripulantes e descobrem uma população de mais de 1 milhão de aliens vivendo no interior da espaçonave em condições precárias, desnutridos e abandonados. Logo um acampamento é montado em uma área da cidade para atender os novos visitantes, lembrando aqueles apoios governamentais a países quando sofrem alguma catástrofe da natureza. Os aliens são chamados pejorativamente de camarões, porque evidentemente parecem camarões.
O tempo passa, o tempo voa e o que era uma novidade e surpresa começa a ser visto como incomodo pela população da cidade, que se protegem usando de identificações por todos os cantos comunicando e afastando os "visitantes" do convívio humano. O que era um acampamento humanitário se transforma numa favela e os aliens começam a ser temidos. Em meio a essa desgraça toda uns traficantes que moram no Ditrito 9 descobrem que comida de gato é droga para os aliens e se aproveitam disto, trocando armas e outras coisas deles com a tal "droga" felina.
A empresa Multi-National United – MNU (uma empresa mercenária contratada pelo governo africano para fazer o serviço sujo de expulsar os camarões) tenta em vão se aproveitar da tecnologia alienígena que, só pode ser usa por alien, já que cada arma está ligada diretamente ao DNA dos tais camarões. A missão desta empresa é retirar os aliens para um outro distrito, mais afastado da cidade. Wikus Van De Merwe (Winkus para os mais próximos e durante o resto do filme) é escolhido para fazer o trabalho burocrático de entregar as ordens de despejos para cada morador da favela Distrito 9. Aí se inicia toda a grande aventura do filme. Winkus sente-se privilegiado e toma a missão como uma grande promoção. O ator . Sharlto Copley nos convence tão bem no papel do personagem, que em questão de minutos começamos a ter nojo de suas atitudes e ações. Depois que Winkus tem contato desastradamente com um líquido alien, inicia-se a sua transformação em alienígena. Daí para frente, Winkus passa de predador a presa e humanamente corre para salvar a sua pele, demonstrando medo e toda a complexidade de um pessoa como a gente. Encontra o alien que inventou o líquido, Cristopher, e juntos vão desenvolver o restante a aventura mais fantástica dos últimos tempos, em se tratando de filme de ficção científica com roteiro original.
O filme é fora dos padrões, desde o seu orçamento que ficou muito longe dos valores de superproduções de Hollywood, sendo que D9 não é superprodução, mas parece. Muito bem concebido pelo estreante Neill Blomkamp, que dirigiu e escreveu o filme baseado em um curta seu chamado Alive in Joburg. O filme deixa espaço para uma continuação e também tem um final diferente dos filmes convencionais, além de fugir dos clichês do gênero, como a nave estacionada em cima de Joanesburgo e não em cima de Nova York ou outra grande cidade já conhecida dos filmes de invasão alienígena.
Por Tonico Van De Merwe
Mostra Curta Pará Cine Brasil no Cine Olimpia
Hoje inicia a 6ª edição da Mostra Pará Cine Brasil. Pela primeira vez o evento será realizado no Cine Olimpia - o mais antigo cinema brasileiro em funcionamento, que se matém em atividade ininterrupta há 97 anos.
A mostra é realizada pela Central de Produção - Cinema e Vídeo na Amazônia.
A 6ª Mostra Curta Pará Cine Brasil trará 02 longas-metragens brasileiros inéditos e a tradicional Mostra Competitiva de Curtas-metragens Premiados. Na mostra competitiva, serão 15 curtas inéditos na cidade, que concorrerão ao prêmio de Melhor Curta-metragem Brasileiro, nas categorias Júri Popular (Troféu e premiação no valor de R$ 1.000) e Júri Oficial (Troféu).
A programação também terá lançamentos de curtas paraenses e a exibição de um documentário inédito, resultante da terceira edição do projeto Caravana da Imagem. A entrada para as sessões custará o valor simbólico de R$ 0,25, que custeará as despesas impostas pelo Escritório Central Arrecadação Distribuição (ECAD).
Veja a programação abaixo:
VI MOSTRA CURTA PARÁ CINE BRASIL
DE 21 À 25/10/09
Cine Olympia
PROGRAMAÇÃO
21 de outubro - quarta-feira
19h30 – Abertura
- Homenagem a Luzia Miranda Álvares
19h45 – Mostra competitiva de curtas-metragens
- A Mulher Biônica (Ficção, 19’, cor, 35mm, CE, 2008) - Direção e roteiro: Armando Praça
- Reverso (Ficção, 5’38”, cor, 35mm, MA, 2009) - Direção, roteiro e produção executiva: Francisco Colombo
- O Menino Japonês (Ficção, 18’, cor, 35mm, SP, 2009)- Direção e roteiro: Caetano Gotardo
Longa-metragem
- O Sol do Meio Dia (foto)(Ficção, 106’, cor, 35mm, PA, 2006) - Direção : Eliane Caffé
22 de outubro - quinta-feira
17h – Debate com Realizadores
-Joaquim Haickel diretor do curta “Pelo Ouvido”
-Van Fresnot, Chico Diaz e Luiz Carlos Vasconcelos, produtora e atores do longa “O Sol do Meio Dia”
Local: Hilton Hotel / Entrada franca
19h30 – Lançamento Paraense
- Toque de Mestre (Doc, 15’, cor, digital, PA, 2009) - Direção: Rodrigo Cardozo
19h45 – Mostra competitiva de curtas-metragens
- Pelo Ouvido (Ficção, 18’, cor, 35mm, MA, 2008) - Direção : Joaquim Haickel
- Cães (Ficção, 15’, pb, 35mm, BA, 2008) - Direção: Adler Paz e Moacyr Gramacho
- Blackout (Ficção, 10’, cor, 35mm, SP, 2008) - Direção: Daniel Rezende
- Nós Somos um Poema (Documentário, 17’, cor, 35mm, RJ, 2009) - Direção : Sergio Sbragia e Beth Formaggini
23 de outubro – sexta-feira
19h30 – Lançamento Paraense
- O Rapto do Peixe Boi (Animação, 15', cor, digital, PA, 2009)- Direção: Cássio Tavernard
19h45 – Mostra competitiva de curtas-metragens
- Superbarroco (Ficção, 17’, cor, 35mm, PE, 2008) - Direção: Renata Pinheiro
- Minami em Close-up (Documentário, 18’50”, cor, 35mm, SP, 2008) - Direção e roteiro: Thiago Mendonça
- Homens (Documentário, 21’40’’, cor, 35mm, ES, 2008) - Direção : Lucia Caus e Bertrand Lira
- Ana Beatriz (Ficção, 9’13’’, cor, 35mm, DF, 2008) - Direção e roteiro: Clarissa Cardoso
24 de outubro – sábado
17h – Debate “Da idéia para o papel”
- Armando Praça – diretor e roteirista curta “A Mulher Biônica”
- Van Fresnot – produtora executiva curta “Minami em Close-up”
Local: Hilton Hotel / Entrada Franca
19h30 – Lançamento Paraense
- “Bereiros” (Documentário, 15’, cor, digital, PA, 2009) - *Realizado pelos alunos das oficinas de direção, produção e roteiro do projeto Caravana da Imagem, no município de Salinópolis-Pa.
19h45 – Mostra competitiva de curtas-metragens
- Olhos de Ressaca (Documentário, 20’, cor, 35mm, RJ, 2009) - Direção, roteiro e produção : Petra Costa
- O Divino, De Repente (Documentário-Animação, 7’, cor, 35mm, SP, 2009) - Direção e roteiro: Fábio Yamaji
- Muro (Ficção, 18’, cor&pb, 35mm, PE, 2008) - Direção e roteiro : Tião
- Teresa (Ficção, 18’, cor, 35mm, SP, 2009) - Direção e roteiro: Paula Szutan, Renata Terra Cunha
25 de outubro – domingo
- Premiação/ Encerramento
Longa-metragem: - KFZ-1348 (Documentário, 81’, cor, 35mm, PE, 2008) - Direção e roteiro: Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso
1001 filmes para ver antes de morrer
“Se sua vida fosse um filme, qual seria e por quê?”- Responda e concorra ao livro 1001 Filmes. Esta é uma promoção do site Cine Ouro em parceira com o site 100Grana.
Se a sua vida fosse um filme, qual seria e por quê?
A resposta mais criativa ganha o calhamaço. Mande a resposta com nome e endereço completo com CEP para 100Grana.com@gmail.com até o dia 09 de outubro, sexta-feira. O resultado sai no dia 16 de outubro no 100Grana!
O livro é uma Bíblia para qualquer cinéfilo e foi patrocinado pela Fox, que além de alugar filmes e vender tem um grande acervos dos maiores e melhores lançamenots literários do Brasil e do mundo (ô puxada!).
Seja criativo! Coloque sua massa cinzenta para funcionar e envie sua participação now!
100grana caiu nas páginas da revista Época.
O melhor blog sobre cinema e cultura pop do norte foi matéria da revista Época desta semana.
Saiu finalmente um dos primeiros reconhecimentos de um veículo nacional do potencial capitaneado por Danilo, Diego, Vinicius e Sérgio que é o blog 100grana.
Clique na imagem abaixo (ou vá banca e compre a revista) e veja a matéria na íntegra do blog que representa o Pará na matéria da revista.
Parabéns 100graneiros!
Mostra de filmes da internet
Tem muito cinema de qualidade na internet e de graça. Com a intenção de valorizar estas obras cinematográficas que estão sendo mostradas de graça na internet este blog resolveu realizar uma mostra.
O evento será realizado em dois dias, com exibição de mais de 30 curtas baixados da net com qualidade High-definition (HD). Não são filmes piratas, são filmes que estão sendo disponibilizados na internet por seus autores. O evento dará oportunidade a estes filmes de serem exibidos em tela grande, que é o objeitov da maioria deles.
A "Mostra Download de Filmes Independentes" está sendo planejada para contecer ainda este mês e terá entrada gratuita. Mais informações é só ficar ligado neste blog.
O Spirit que anda para trás
Frank Miller é o melhor autor de quadrinhos que existe, na minha opinião. A melhor HQ que já li em toda a minha vida é de autoria dele: Batman, o Cavaleiro das Trevas.
Assisti duramente dois dias o filme (DVD) em que ele produziu, escreveu e dirigiu Spirit, baseado no personagem famoso do mais famoso ainda Will Eisner. Comecei a assistir na terça-feira desta semana, depois que voltei do trabalho, não consegui chegar até o fim, deu sono. Ontem, fui para casa com o objetivo: eu tenho que terminar de assistir o Spirit (até mesmo por ter que entregar logo o filme na locadora e não pagar multa). Bem, consegui, mas tive que colocar dublado, caso contrário, não teria conseguido terminar de assistir novamente.
Porquê tudo isso? O filme é muito fraco, não empolga, roteiro sem pé e nem cabeça. Sin City está todo lá: silhuetas negras com detalhes brancos ou vermelhos, sangue branco, novamente silhuetas brancas. Por instante pensei estar assistindo a uma continuação do já longo Sin City, por outro cheguei a achar que tinha voltado para minha infância e lá estava eu assistindo (e achando o máximo) o Batman com Adan West.
O filme visualmente até agrada, caso ainda não tivessem filmado Sin City. No making off é possível perceber o encanto de Miller com o fascinante mundo do fundo verde, cabos e efeitos visuais. "Posso fazer o que quiser", poderia ter feito um bom filme. A estória não funciona nem como quadrinho, pois foi isso que Miller tentou fazer: um quadrinho em forma de filme.
Percebe-se porque o filme não empolgou o grande público. Falta nexo no roteiro, tem personagens demais, falta ação, tem conversas fiada aos trancos e interpretações que são puras caricaturas, como a de Samule L. Jackson. Pensar que, ao colocar mulheres lindas no filme, iria facilitar engolir o longa, é apelativo.
Não sou nenhum fã dos quadrinhos do Sipirit, gosto de muitas HQs do Will Eisner, ele é um mestre. Mas nem é preciso ir muito fundo nas HQs que deram origem ao filme para perceber que ouve muita liberdade na adaptação para a tela grande, o que não é nenhum pecado, mas poderia ser bem melhor.
Continue nos quadrinhos caro Frank, pois cinema você tem muito o que aprender.
Por Tonico Miller